Airbus recomenda troca de sensores do A 330

Passados mais de dois meses do acidente com o voo 447 da Air France, que ia do Rio de Janeiro a Paris e caiu no Oceano Atlântico, a Airbus recomendou ontem que as companhias aéreas troquem os sensores de velocidade usados por 200 aeronaves, segundo reportagem publicada pelo site G1. Elas deverão usar peças da fabricante americana Goodrich. A medida vai afetar as aeronaves A330 e A 340,que atualmente usavam sensores fabricados pela empresa francesa Thales. Boletim divulgado pela Airbus às companhias aéreas recomenda que fosse feita a troca de ao menos dois dos três sensores, conhecidos como tubos de Pitot, de cada aeronave.

A medida da Airbus se antecipou a um pedido da Agência de Segurança de Aviação Europeia, que havia anunciado mais cedo que planejava recomendar uma proibição aos sensores de velocidade instalados no modelo de avião da Airbus que caiu no oceano.

A proposta também recomenda que seja diminuído para apenas um, por avião, o número de sensores novos fabricados pela mesma empresa, a francesa Thales. Isso significa que ao menos dois, dos três sensores de velocidade instalados em cada avião do modelo, teriam de ser fornecidos pela outra fabricante, a Goodrich.

A norma pode ser aplicada a todos os aviões Airbus A330 equipados com os sensores de velocidades produzidos pela Thales, e também ao modelo similar A340.

O voo AF 447 decolou do Rio na noite de 31 de maio e caiu no mar, matando todas as 228 pessoas a bordo. Os investigadores, no entanto, só encontraram de 4 a 5% dos destroços do avião acidentado, de acordo com o jornal “La Tribune”. O início das buscas foi realizado pela Aeronáutica e pela Marinha do Brasil, que encerraram seus trabalhos em 26 de junho.

Os investigadores até agora não conseguiram identificar nenhum sinal das caixas-pretas.